Pular para o conteúdo principal

Postagens

Destaques

Armagedom, Opus 68 (Manifesto Arte-Crítica) - Janilson Fialho

PREFÁCIO (Sobre o Manifesto - Propósito da Obra) Posso afirmar, sem medo e em poucas palavras, que minha peça é a manifestação de um réquiem, cujo propósito é expor aos ouvidos sensíveis do meu ouvinte uma paisagem sonora horrível e triste de se ouvir. Embora a melodia dos instrumentos não fuja da harmonia tradicional e haja um predomínio da música pura como linguagem — que, por sinal, é uma linguagem abstrata/sensível e, portanto, sem comunicação direta ao nosso entendimento —, recorri a outros elementos sonoros para expressar e compor a minha ideia, comunicando o meu descontentamento com o mundo e com a política imperialista. O elemento concreto aqui — o som tenebroso da guerra — dialoga com a melodia e harmonia dos instrumentos musicais para dizer claramente que não há — e aqui tomo emprestado um termo do saudoso Paulo Freire — “boniteza” na selvageria civilizada das nações que buscam oprimir os mais fracos, ou seja, não há boniteza em um ato bélico; não há boniteza na agonia, na do...

Últimas postagens

MÚSICA ABSOLUTA E MÚSICA PROGRAMÁTICA: AUTONOMIA, SENTIDO E REPRESENTAÇÃO NA TRADIÇÃO OCIDENTAL